quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Senhores passageiros!Apertem os cintos a aventura vai começar.
Queridos leitores; inicio este post com a famosa frase dos pilotos de avião. Agora imaginem a minha emoção ao voar pela primeira vez. Amadorei!
Voei de BH para Guarulhos , depois para Johannesburgo e finalmente Maputo a capital de Moçambique.


Ao chegar em Moçambique, tive que aguardar para que a pessoa que iria me buscar no aeroporto teve que resolver u ter assuntos na faculdade.
Então eu tive que contar com a 'boa vontade ' dos locais que como em todos os aeroportos do mundo se aproveitam dos estrangeiros. Me cobraram uma fortuna para carregarem minhas malas.
Cinquenta reais que na moeda local é. equivalente a 550 meticais.
Como estava sozinha num país estrangeiro paguei para ter segurança enquanto aguardava pela pessoa que iria me encontrar.
Finalmente ela chegou e fomos para a faculdade onde ela trabalha e fui apresentada para alguns funcionários e professores.
  Bem, a pessoa em questão é a Rosita, que é responsável pelo planejamento pedagógico da faculdade, além de ser a dona da casa onde eu iria me hospedar.
Incrível como nos simpatizamos uma com a outra.
Passei o dia com ela e depois fui apresentada ao esposo dela, André que também me recebeu muito bem.
Á noite fomos a um corte de bolo; aniversário para nós.
Foi um dia bem agitado
Detalhe; havia dormido pouco no avião.
Depois fui finalmente dormir.
Por hoje é só pessoal!








Prezados amigos; retomo minhas anotações para dizer que felizmente pude conversar com a senhora que toma conta da biblioteca da faculdade.
Dizem que a primeira impressão é a que fica; só que dessa vez não. Posso afirmar que ela é uma pessoa muito gentil. Pude passar um tempo com ela e foi gratificante.
Imaginem vocês que por força das circunstâncias, tive que levar marmita e como saímos com muita pressa somente ao chegar a hora do almoço foi que me dei conta de que não havia levado colher para poder almoçar.
Então perguntei a ela seria possível me arrumar uma e ela prontamente me atendeu.
Pude enfim acabar com aquela má impressão que tive dela e até demos umas boas gargalhadas.
Agora só estou aguardando que as aulas comecem para poder ir a biblioteca.
Beijos e até mais ver.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Vamos ao segundo dia de minha chegada à África.


Amanheci com uma leve dor de cabeça.
Mas não dei importância ao fato e fui com a Rosita me apresentar ao diretor da faculdade, Dr.Tomas Jane. Infelizmente ele havia saído para ir ao dentista.
Então fui apresentada ao Dr. Eulálio Mabuie, diretor responsável pelo departamento acadêmico.
A tarde fui ao Extra Supermercado; é isso mesmo gente, aqui também tem Extra.
E McDonald's.
A noite fiz um lanche por que não estava bem.
Conversei com meus parentes no Brasil e fui dormir.
No terceiro dia fomos a mais um corte de bolo, desta vez era aniversario de criança.
Dormi o dia todo. Que vergonha! Eu em terra estranha, na casa da família da Rosita , rolando o maior festão e eu só queria dormir.
Nas poucas vezes que consegui levantar, foi apenas para ir a casa de banhos. Não estava aguentando sentir cheiro de comida; estava que nem mulher grávida.
Enfim não aproveitei nada!
A semana seguinte começou comigo conversando com o diretor. A conversa foi agradável. Depois de conversar com ele, procurei a Rosita e ela me perguntou se eu queria ir à biblioteca e me mostrou onde ficava.
Pois bem, vocês estão ligados que ela disse para uma brasileira que ela podia entrar na biblioteca e pegar qualquer livro; só que não.
Aqui em em Moçambique não é assim que funciona uma biblioteca de faculdade, pelo na que eu fui ( espero poder apagar esta má impressão ao longo do período que passarei aqui), retomando a ida à biblioteca; pois bem lá fui eu pegar algum livro, quando escutei uma voz tenebrosa me chamando e perguntando que eu não podia estar naquele lugar pegando livro, que tinha que pedir para ela pegar. Então disse a ela que eu era brasileira e que faria intercâmbio naquela escola e que a Rosita havia me dito que poderia entrar lá e pegar qualquer livro.
Bem, a pessoa em questão que estava falando comigo, era uma muçulmana que toma conta da biblioteca e não é bibliotecária. Então ela saiu da sala e foi chamar a Rosita para que ela pudesse me explicar como é o funcionamento da biblioteca. Tenso, muito tenso.
Eu que sempre fui a biblioteca no Brasil e nunca precisei pedir para ninguém me dar um livro, me vejo fazendo uma viagem no tempo, retornando à Idade Média, onde os livros eram acorrentados para ninguém pegar. Já tomei uma decisão; não ponho meu pés lá nunca mais. Assim espero.
Depois desse dia, fiquei em casa me recuperando da aclimatação e no sábado fomos a uma pizzaria.
No domingo vivi a maior aventura de todas.
Nem os vôos para Moçambique foram tão emocionantes.
Mas isso fica para uma outra hora.