terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Vamos ao segundo dia de minha chegada à África.


Amanheci com uma leve dor de cabeça.
Mas não dei importância ao fato e fui com a Rosita me apresentar ao diretor da faculdade, Dr.Tomas Jane. Infelizmente ele havia saído para ir ao dentista.
Então fui apresentada ao Dr. Eulálio Mabuie, diretor responsável pelo departamento acadêmico.
A tarde fui ao Extra Supermercado; é isso mesmo gente, aqui também tem Extra.
E McDonald's.
A noite fiz um lanche por que não estava bem.
Conversei com meus parentes no Brasil e fui dormir.
No terceiro dia fomos a mais um corte de bolo, desta vez era aniversario de criança.
Dormi o dia todo. Que vergonha! Eu em terra estranha, na casa da família da Rosita , rolando o maior festão e eu só queria dormir.
Nas poucas vezes que consegui levantar, foi apenas para ir a casa de banhos. Não estava aguentando sentir cheiro de comida; estava que nem mulher grávida.
Enfim não aproveitei nada!
A semana seguinte começou comigo conversando com o diretor. A conversa foi agradável. Depois de conversar com ele, procurei a Rosita e ela me perguntou se eu queria ir à biblioteca e me mostrou onde ficava.
Pois bem, vocês estão ligados que ela disse para uma brasileira que ela podia entrar na biblioteca e pegar qualquer livro; só que não.
Aqui em em Moçambique não é assim que funciona uma biblioteca de faculdade, pelo na que eu fui ( espero poder apagar esta má impressão ao longo do período que passarei aqui), retomando a ida à biblioteca; pois bem lá fui eu pegar algum livro, quando escutei uma voz tenebrosa me chamando e perguntando que eu não podia estar naquele lugar pegando livro, que tinha que pedir para ela pegar. Então disse a ela que eu era brasileira e que faria intercâmbio naquela escola e que a Rosita havia me dito que poderia entrar lá e pegar qualquer livro.
Bem, a pessoa em questão que estava falando comigo, era uma muçulmana que toma conta da biblioteca e não é bibliotecária. Então ela saiu da sala e foi chamar a Rosita para que ela pudesse me explicar como é o funcionamento da biblioteca. Tenso, muito tenso.
Eu que sempre fui a biblioteca no Brasil e nunca precisei pedir para ninguém me dar um livro, me vejo fazendo uma viagem no tempo, retornando à Idade Média, onde os livros eram acorrentados para ninguém pegar. Já tomei uma decisão; não ponho meu pés lá nunca mais. Assim espero.
Depois desse dia, fiquei em casa me recuperando da aclimatação e no sábado fomos a uma pizzaria.
No domingo vivi a maior aventura de todas.
Nem os vôos para Moçambique foram tão emocionantes.
Mas isso fica para uma outra hora.























Nenhum comentário:

Postar um comentário